O que inicialmente foi tratado como uma simples lesão ou entorse no braço esquerdo de uma criança de seis anos revelou-se um diagnóstico devastador de rabdomiossarcoma. A descoberta ocorreu após a persistência de dores intensas e o surgimento de um nódulo visível, levando a família a buscar uma segunda avaliação médica mais detalhada que confirmou a presença deste tipo agressivo de câncer em tecidos moles.

Diante da gravidade do quadro, a paciente foi submetida a procedimentos de emergência, incluindo a amputação do braço acima do cotovelo na tentativa de frear o avanço da doença. O protocolo médico seguiu com 28 semanas de quimioterapia intensiva e sessões de radioterapia nos pulmões, uma vez que exames de imagem detectaram que o tumor já havia se espalhado para outros órgãos e comprometido funções renais.

Apesar de todos os esforços terapêuticos, a equipe médica informou que a doença voltou a progredir de forma acelerada, dobrando de tamanho em um curto período. Sem possibilidades de novas doses de quimioterapia, o foco dos cuidados tornou-se paliativo, visando o conforto e a criação de memórias. A família tem se dedicado a realizar os últimos desejos da menina, incluindo viagens e visitas a locais simbólicos, buscando aproveitar o tempo limitado que resta.