Um levantamento recente realizado pelo instituto Quaest revelou que quarenta e três por cento dos cidadãos brasileiros declaram não confiar nas urnas eletrônicas. Em contrapartida, cinquenta e três por cento dos entrevistados afirmaram manter a confiança no sistema de votação utilizado no país. Os dados foram coletados em cento e vinte municípios e apresentam o panorama da percepção pública sobre o processo eleitoral em 2026.
A análise detalhada dos números demonstra uma forte polarização de opiniões baseada na identificação política dos entrevistados. Entre os eleitores que se declaram apoiadores do atual governo, o índice de confiança no sistema eletrônico atinge setenta e oito por cento. Já no grupo que se identifica com a oposição e com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a taxa de credibilidade nas urnas cai drasticamente para dezoito por cento.
O estudo foi realizado com duas mil e quatro pessoas com dezesseis anos ou mais e possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento, que possui um intervalo de confiança de noventa e cinco por cento, foi devidamente registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Os resultados refletem os desafios contínuos enfrentados pelas instituições para consolidar a segurança do sistema perante diferentes estratos da sociedade.
