O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, formalizou em Brasília sua adesão ao movimento de oposição ao Supremo Tribunal Federal ao assinar o 47º pedido de impeachment protocolado contra o ministro Alexandre de Moraes. O gesto político ocorreu durante agenda na capital federal, onde o chefe do Executivo mineiro se uniu a parlamentares e lideranças partidárias para reforçar as críticas à atuação do magistrado e às decisões recentes da Suprema Corte.
A peça jurídica protocolada no Senado Federal sustenta que o ministro teria cometido crimes de responsabilidade e abusos de autoridade no exercício de suas funções. Ao endossar o documento, Zema argumentou que a medida é necessária para preservar o equilíbrio entre os poderes e garantir o cumprimento estrito da Constituição Brasileira. A iniciativa consolida o posicionamento do governador mineiro como uma das principais vozes do Poder Executivo estadual a confrontar diretamente membros do Judiciário em âmbito nacional.
O processo agora aguarda uma definição da presidência do Senado Federal, a quem cabe a decisão institucional de dar andamento ou arquivar a solicitação. Enquanto aliados do governador defendem que o número elevado de pedidos reflete uma insatisfação popular e política legítima, juristas e parlamentares da base governista federal classificam a ação como um movimento de pressão política sem precedentes contra a cúpula do Poder Judiciário.
