O governo de Donald Trump analisa a possibilidade de retomar as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base na Lei Magnitsky. O magistrado já havia sido alvo de medidas restritivas em julho de 2025, que resultaram no bloqueio de bens e na proibição de transações com empresas norte-americanas, mas as sanções foram suspensas em dezembro do mesmo ano. A movimentação atual é acompanhada de perto por Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado e crítico ferrenho da atuação de Moraes no Judiciário brasileiro.
A tensão entre o governo dos Estados Unidos e o ministro brasileiro é alimentada principalmente pelo embate com as gigantes de tecnologia, conhecidas como Big Techs. O Departamento de Estado vê com preocupação as decisões de Moraes, como a suspensão da plataforma X em 2025 e suas teses sobre a regulamentação de redes sociais para o combate ao populismo digital. Para a administração Trump, tais medidas podem representar uma afronta à liberdade de expressão, valor fundamental da constituição americana, gerando um desgaste diplomático contínuo.
Como parte de sua agenda oficial, Darren Beattie recebeu autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua cela. Além do encontro com o ex-mandatário, o assessor sênior deverá se reunir com lideranças da oposição em Brasília e em Minas Gerais, estado que possui forte representatividade no cenário político nacional. O governo americano monitora a influência das decisões de Moraes sobre outros sistemas jurídicos internacionais, enquanto avalia os próximos passos em relação à aplicação de novas sanções econômicas e administrativas contra o ministro e seus familiares.
