Web Analytics
13°C 28°C
Ipatinga, MG

Comunidade Pataxó denuncia negligência médica após morte de bebê indígena em UPA de Brumadinho

Após o ocorrido, a comunidade Naô Xohã, da etnia Pataxó, realizou um protesto pacífico em frente à UPA

06/07/2024 às 08h30 Atualizada em 06/07/2024 às 09h08
Por: Redação
Compartilhe:
Comunidade Pataxó denuncia negligência médica após morte de bebê indígena em UPA de Brumadinho

Na última sexta-feira (5), uma tragédia abalou a comunidade Naô Xohã, da etnia Pataxó, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um bebê indígena de um ano e dois meses faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, e a família da criança acusa a unidade de negligência médica.

Continua após a publicidade

De acordo com o cacique Arakuã, a criança apresentava sintomas graves há quatro dias. Durante esse período, a família procurou atendimento na UPA por duas vezes, recebendo apenas dipirona e sem que fossem realizados exames mais aprofundados. Na terceira visita, já em estado crítico, a bebê foi atendida por outro médico, mas infelizmente não resistiu.

Continua após a publicidade

A morte da criança gerou uma onda de indignação na comunidade indígena. Em resposta ao ocorrido, a comunidade Naô Xohã realizou um protesto pacífico em frente à UPA de Brumadinho, pedindo justiça e melhorias no atendimento à saúde dos povos indígenas.

Continua após a publicidade

VEJA TAMBÉM

Lideranças da aldeia Naô Xohã notificaram diversas autoridades, incluindo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU), a prefeitura de Brumadinho e órgãos policiais. Eles exigem uma investigação imediata sobre o caso, apoio à família enlutada e melhorias significativas nos serviços de saúde destinados à comunidade indígena.

VEJA TAMBÉM

A Prefeitura de Brumadinho, responsável pela gestão da UPA, lamentou a morte do bebê e informou que um processo investigativo foi instaurado para apurar os fatos. O médico que atendeu a criança foi afastado preventivamente enquanto durarem as investigações.

VEJA TAMBÉM

A administração municipal assegurou que a equipe médica prestou todos os cuidados possíveis à criança e afirmou que não houve negativa de atendimento em nenhuma das ocasiões que a família procurou a UPA.

Este caso chama a atenção para a necessidade de um olhar mais atento e cuidadoso no atendimento às populações indígenas, que muitas vezes enfrentam barreiras significativas no acesso a serviços de saúde de qualidade.

É essencial que as autoridades competentes conduzam uma investigação transparente e justa, garantindo que situações como essa não se repitam e que a saúde das comunidades indígenas seja tratada com a devida seriedade e respeito.

Enquanto aguardam respostas e justiça, a comunidade Naô Xohã continua a lutar por melhorias nos serviços de saúde e pelo reconhecimento de seus direitos fundamentais. Este trágico incidente reforça a urgência de ações concretas para a proteção e a promoção da saúde indígena no Brasil.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Publicidade
Publicidade
Publicidade