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Publicado originalmente em: 25/05/2025

Brumadinho é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, região Sudeste. Está localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e sua população recenseada em 2024 era de 40777 habitantes.[1]

História

O nome "Brumadinho" deriva-se do nome do povoado que deu origem à cidade.

A região do vale do Paraopeba foi ocupada por bandeirantes no fim do século XVII. Nessa época, foram fundados os povoados de São José do Paraopeba, Piedade do Paraopeba, Aranha e Brumado do Paraopeba, também conhecido como Brumado Velho.

Este nome deve-se às brumas comuns em toda a região montanhosa em que se situa o município, especialmente no período da manhã.[9][10]

Rompimento da Barragem de Brumadinho

Ver artigo principal: Rompimento de barragem em Brumadinho

O rompimento de barragem em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019 foi o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas e o segundo maior desastre industrial do século.[11] Foi um dos maiores desastres ambientais da mineração do país, depois do rompimento de barragem em Mariana.[12] Três anos após a tragédia, quatro das 270 vítimas permanecem desaparecidas.[13]

Geografia

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[14] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Belo Horizonte. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Belo Horizonte, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.[15]

O município de Brumadinho é cortado pelas rodovias BR-381 (São Paulo-Belo Horizonte) e BR-040 (Rio de Janeiro-Belo Horizonte), sendo possível chegar à sede municipal a partir de ambas as rodovias.

O acesso mais curto da capital à cidade de Brumadinho é pela rodovia MG-040, a chamada Via do Minério, uma estrada mais direta que sai da região do Barreiro, na parte sudoeste da capital, e atravessa os municípios de Ibirité e Mário Campos antes de chegar a Brumadinho. Há uma curta divisa direta de Brumadinho com o município da capital, localizada entre uma remota área montanhosa, de difícil acesso.

Possui um acesso ferroviário voltado atualmente para o transporte de cargas pela Linha do Paraopeba da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, ligando a cidade à capital mineira e ao Rio de Janeiro, ao se entroncar com a Linha do Centro da antiga companhia.[16]

Em 25 de janeiro de 2019, ocorreu um rompimento na barragem do córrego do Feijão, construída para contenção de rejeitos de minério de ferro pela mineradora Ferteco Mineração e adquirida pela mineradora Vale S.A..[19] O evento provocou o escoamento de lama que atingiu parte da área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco e comprometeu a área a jusante da barragem.[20]

Economia

Instituto Inhotim

O município de Brumadinho tem sua principal base econômica sustentada pela atividade da mineração, sobretudo pela atuação da Vale S.A.. Em 2017 o município recebeu 35,6 milhões de reais a título de compensação ambiental pelos estragos causados pela extração de minério em seu território.

Deste total, 65% vieram apenas da mineradora Vale.[21] Até 2018, somente a Mina Córrego do Feijão produziu anualmente 8,5 milhões de toneladas de minério de ferro, o que era equivalente a 2% da produção de minério de ferro da Vale.[22]

Circundado por pelo menos quatro serras, entre elas a do Rola-Moça e a da Moeda, Brumadinho começou a explorar, sobretudo recentemente, as paisagens naturais.[21] O número de leitos de hotelaria saltou de 300 em 2008 para 1 300 no levantamento de 2016.[21]

Embora o turismo no município ainda seja considerado recente e contribui com uma pequena parcela das receitas municipais, centenas de empreendedores dependem do setor em Brumadinho,[21] que possuía até então, inúmeros atrativos turísticos, turismo cultural e ecológico que também movimentam a economia local, a exemplo: o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça,[23] a Serra da Moeda (local de prática de esportes radicais), o circuito turístico de Veredas do Paraopeba,[24] que engloba vários conjuntos paisagísticos e que são considerados patrimônios históricos tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, onde incluem edificações construídas no século XVIII, a exemplo da Fazenda dos Martins,[25] o povoado histórico de Piedade do Paraopeba, a histórica tricentenária Igreja Nossa Senhora da Piedade inaugurada em 1713 com ricos elementos artísticos e sacros,[26] a Igreja Nossa Senhora das Dores na localidade de Córrego do Feijão,[27] o distrito de Casa Branca, vilarejo rodeado por montanhas, abrigando pousadas e uma gastronomia baseada na culinária tradicional mineira, e o Instituto Inhotim, o maior museu a céu aberto da América Latina, com uma das mais expressivas coleções de arte contemporânea do Brasil, no distrito de mesmo nome;[28][29] que atraem muitas pessoas pela quantidade de belezas locais e regionais.[30