Uma nova reportagem veiculada em 03/03/2022 pelo canal DGB imagens aéreas trouxe à tona aspectos práticos que envolvem a discussão sobre Calçadão da Halfeld.

O Portal Minas traz o vídeo "Calçadão da Halfeld: descubra a história e o comércio central de JF." para a sua audiência por entender que o tema Calçadão da Halfeld é de extrema relevância pública, garantindo o registro dessa informação para que a nossa comunidade acompanhe os detalhes caso o conteúdo seja removido do YouTube.

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Publicado originalmente em: 03/03/2022

Calçadão da Rua Halfeld: coracão da cidade, a Rua Halfeld era inicialmente conhecida como rua da Califórnia antes da cidade ser elevada a vila. A principal rua de Juiz de Fora quase nada representava.

Aberta em 1853, era apenas um trecho de caminho, com muito mato e até um pequeno córrego. Em 1881 foi uma das ruas do trajeto do bonde elétrico.

O nome da rua é em homenagem ao engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld, um dos fundadores de Juiz de Fora. Sempre foi palco de grandes acontecimentos, por ela passaram alguns dos mais importantes homens da história do Brasil, em sua fase mais intensa.

Presidentes da República sempre tinham seu ponto alto nela, onde desfilavam longos cortejos de carros conduzindo as famosas personalidades. Em 15 de novembro de 1975 foi inaugurado O Calçadão, que transformou a parte central da rua em área exclusiva para pedestres.

Calçadão da Rua São João: Em 1883 a rua foi criada, sendo transformada em calçadão entre os anos de 1986 e 1987. Apresenta edifícios mais baixos que as demais ruas do centro.

Edifício Clube Juiz de Fora: O Edifício Clube Juiz de Fora, foi projetado por Francisco Bolonha, por volta do ano de 1958. É composto por 16 andares, sendo os 3 últimos pavimentos, destinados ao Clube.

Nas lojas ficam em destaque os pilares arredondados. Na fachada para a Av.

Rio Branco encontra-se o painel “As quatro estações”, de Candido Portinari, tombado pelo decreto nº 5869 de 07 de março de 1997, anterior ao tombamento do próprio edifício. A inserção de tal obra de arte é também referência de um período onde arte, arquitetura e paisagismo buscavam uma síntese perfeita, muito trabalhada por Bolonha em seus projetos.

Possui ainda, um jogo geométrico vertical marcado pelos quadros e a linha composta pelos painéis em pastilha com o desenho de cavalos, de Candido Portinari e Paulo Werneck, e pelas amplas esquadrias em guilhotina, marcam no sentido horizontal esta fachada, sendo rompido esta linearidade apenas nos 3 últimos pavimentos. Durante muitos anos o clube no edifício teve seu funcionamento constante.

Após a proibição do jogo, o estabelecimento sofreu um grande processo de declínio, ficando sem uso por um longo período. Antigo Cineart Palace: foi inaugurado em 1948.

O prédio se destaca pela fachada em estilo Art Déco, localizado na esquina das ruas Halfeld e Batista de Oliveira. O cinema tinha capacidade para mil e cinco pessoas, possuía sala de espera, com paredes cobertas por espelhos bisotê importados da França.

Na programação da época, eram exibidos, principalmente, musicais. Depois de anos abrigando produções italianas e também filmes do mito Greta Garbo, o cinema fechou suas portas em 1985.

O prédio ficou abandonado por alguns anos. Em 1º setembro de 1999, após sete meses de obras de recuperação, o espaço reabriu suas portas, com novo nome, Cinearte Palace e uma estrutura remodelada, passando a abrigar duas salas de cinema, com 225 e 181 lugares, e uma cafeteria.

O imóvel teve suas faixadas tombadas pelo patrimônio histórico do município em 2004. O Cinearte Palace foi o último cinema de rua de Juiz de Fora a fechar suas portas.

Apesar da mobilização da população, com movimentos como “Salve Cine Palace”, à falta de investimento na modernização do cinema afastou o público local, o que resultou no encerramento de suas atividades ocorreu em 14 de agosto de 2017. Posteriormente ao cinema, o espaço foi utilizado por uma lanchonete e atualmente funciona uma loja de departamento.

Museu do Crédito Real: O museu foi inaugurado em 1964, em Juiz de Fora, com o objetivo de preservar e difundir a história do Banco do Crédito Real. A história do Banco do Crédito Real remete à época do Império, quando, em 1889, D.

Pedro II autorizou seu funcionamento como a primeira instituição financeira de Minas Gerais, cujo objetivo maior era atender à classe dos cafeicultores e comerciantes da região.