Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão se abstendo de planejar viagens para acompanhar a Copa do Mundo que será realizada nos Estados Unidos. A cautela dos integrantes da Corte se justifica pelo receio de enfrentarem impedimentos na obtenção de visto ou dificuldades no processo de entrada no país norte-americano.

A apreensão dos magistrados decorre de possíveis efeitos prolongados de sanções que foram aplicadas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Em 2024, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de medidas punitivas embasadas na Lei Magnitsky, e informações indicam que outras figuras públicas também teriam sofrido restrições relacionadas a vistos.

Apesar de as sanções impostas a Alexandre de Moraes terem sido suspensas em um momento posterior, persiste uma significativa incerteza a respeito do real alcance e da validade atual das restrições migratórias. Diante desse cenário de indefinição, os membros do Supremo têm evitado qualquer tipo de programação para assistir aos confrontos do Mundial em território estadunidense.

A Copa do Mundo de 2026 será sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México. Como a Seleção Brasileira disputará seus primeiros jogos da fase de grupos em solo norte-americano, a situação tem gerado um clima de preocupação entre diversas autoridades que inicialmente demonstravam interesse em presenciar o prestigiado torneio.