O mercado financeiro brasileiro encerrou o mês de outubro sob forte pressão, com o dólar registrando a maior valorização semanal desde 2008 e a bolsa de valores apresentando queda acentuada. Nesta sexta-feira (30), a moeda estadunidense avançou cerca de 1%, fechando em R$ 5,446, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, atingindo 167,9 mil pontos. A alta semanal do dólar superou 9%, um marco desde a crise financeira internacional.

A semana pós-eleições presidenciais foi marcada por ajustes no mercado e incertezas sobre a política fiscal brasileira, contribuindo para a volatilidade dos ativos. O principal índice da B3 registrou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19. Em outubro, o dólar acumulou valorização de 5,27%, enquanto o Ibovespa teve uma queda de 9,88%.

No cenário internacional, a forte desvalorização de ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial pressionou o dólar e as bolsas de outros países. A máxima do dólar no dia foi de R$ 5,463, por volta das 16h, refletindo a instabilidade global. Com esses movimentos, o dólar passou a acumular valorização de 0,81% no ano.

A volatilidade observada na primeira metade do pregão também esteve relacionada à formação de expectativas e à percepção de risco dos investidores. Os números do dia reforçam a complexidade do ambiente econômico atual, tanto no Brasil quanto globalmente.

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