A segurança viária na MG-320, especificamente no trecho que conecta a BR-381 a Jaguaraçu, tornou-se motivo de grande preocupação para a população local. Duas erosões localizadas nos quilômetros 1,3 e 1,5, ambos no sentido do Vale do Aço, têm inquietado tanto moradores quanto comerciantes que utilizam a rodovia diariamente. A situação mais crítica de deslizamento foi observada em frente à Gruta de São José, e a questão ganha destaque em 28 de junho de 2026.

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) comunicou, por meio de nota oficial, que tem ciência dos problemas. A autarquia ressaltou que as erosões estão situadas fora da faixa de rolamento e que, no momento, não comprometem o fluxo de veículos. O DER-MG ainda informou que o trecho permanece sinalizado e sob monitoramento periódico, com atenção especial durante períodos de chuvas intensas, além de realizar serviços rotineiros de conservação, como limpeza de drenagens e roçadas. Intervenções definitivas para a recuperação da área estariam em fase de análise administrativa e técnica.

Entretanto, as declarações da autarquia estadual contrastam diretamente com as observações feitas no local e com os relatos de quem transita pela via. No quilômetro 1,5, a erosão já se encontra perigosamente próxima à faixa de rodagem, e uma obra paliativa implementada para tentar conter o avanço do problema ocupa parte da pista. Tal condição, segundo motoristas, frequentemente os obriga a invadir a contramão. Marcos Afonso, condutor de veículos de emergência em Jaguaraçu, descreve o cenário como um "transtorno diário", destacando o risco de colisões e a perda de agilidade em atendimentos urgentes. Ele manifesta apreensão com o próximo período chuvoso e a possibilidade de um super El Niño agravar a situação, sugerindo a construção de um muro de arrimo.

José Luzia de Souza, aposentado e também morador de Jaguaraçu, classifica a situação como um "descaso" com a população. Ele critica a solução paliativa, que considera insuficiente, e alerta para a crescente sensação de insegurança. Ambos os moradores temem que as medidas do DER-MG sejam tomadas tardiamente, com a possibilidade de a comunidade ficar isolada caso a estrada precise de interdição. O órgão estadual afirmou que, se for identificado qualquer risco à segurança dos usuários, medidas operacionais cabíveis serão adotadas imediatamente.

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