Executiva do Novo de MG veta candidatura de deputado por aceno a grupo político de Cleitinho
A Executiva do partido Novo em Minas Gerais tomou uma decisão rígida ao vetar a busca pela reeleição do deputado estadual Doutor Maurício na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Essa medida interna impede o parlamentar de tentar renovar seu mandato no estado, deixando como única alternativa a disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília, caso opte por seguir as diretrizes da legenda. A ação é interpretada como uma sanção à sua postura política recente.
Essa drástica deliberação da liderança do Novo configura uma clara retaliação política contra o deputado. O motivo reside em declarações proferidas por Doutor Maurício no início deste mês, durante um evento de rodeio em Congonhal, cidade situada no Sul do estado. No Parque de Exposições, o parlamentar expressou publicamente seu suporte a Luís Eduardo Falcão, do Republicanos, que já presidiu a Associação Mineira de Municípios (AMM). Na ocasião, Doutor Maurício sinalizou Falcão como um possível nome para vice-governador em uma eventual chapa liderada pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), uma figura de proeminência na oposição aos projetos do Novo em Minas.
A atitude de Doutor Maurício gerou forte descontentamento entre os líderes partidários. O Partido Novo tem se empenhado em consolidar a pré-candidatura do governador Mateus Simões (PSD) para a reeleição, demandando lealdade e subordinação de seus filiados a fim de assegurar posição na chapa majoritária. Ao demonstrar abertamente simpatia pelo grupo político de Cleitinho Azevedo, o deputado contrariou os interesses da cúpula, que respondeu com firmeza para coibir qualquer manifestação interna que pudesse comprometer o plano político governista.
Em uma tentativa de mitigar o impacto e a pressão interna, o deputado Doutor Maurício chegou a argumentar nos corredores da Assembleia Legislativa, situada no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, que sua declaração não passava de uma "brincadeira". Contudo, essa justificativa não foi aceita pela direção do Novo. A liderança do partido optou por transformar o caso do parlamentar em um exemplo de punição, evidenciando pouca margem para negociação e impondo um severo isolamento político àqueles que ponderam apoiar concorrentes em Minas Gerais.
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