O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026, concedeu uma entrevista nesta sexta-feira (8) em que delineou seus planos para o pai, Jair Bolsonaro (PL), caso seja vitorioso no pleito de outubro. Entre suas propostas, o parlamentar expressou a intenção de reverter a condenação do ex-presidente ainda no decorrer deste ano, permitindo que Jair Bolsonaro o acompanhe na cerimônia de posse presidencial, agendada para 2027.

Durante a conversa, Flávio Bolsonaro foi indagado sobre o possível papel que seu pai poderia desempenhar em um futuro governo sob sua liderança. O senador esclareceu que o assunto ainda não foi abordado diretamente com Jair Bolsonaro, mas afirmou estar receptivo à ideia de que o ex-presidente ocupe um cargo ministerial em sua gestão.

Em um trecho da entrevista, o pré-candidato detalhou sua visão: "Se ele quiser exercer algum cargo no meu governo, é óbvio que vai exercer sim. E digo mais, eu vou trabalhar muito para que nessas eleições a gente consiga colocar um fim nesse ciclo de corrupção, miséria e enganação, que é o ciclo do PT e nesse meio tempo entre as eleições e nossa posse em janeiro do ano que vem, além de um grande pacote de ajustes fiscais eu pretendo sim usar a força que um presidente recém-eleito tem junto ao Congresso Nacional para aprovar uma anistia ampla geral e irrestrita para que o presidente bolsonaro possa no dia 6 de janeiro do ano que vem subir a rampa do Planalto junto comigo", declarou o senador.

A iniciativa de Flávio Bolsonaro surge em um contexto onde Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 27 anos e três meses de prisão. A sentença foi proferida em setembro de 2025, após o ex-presidente ser considerado culpado pela articulação de uma trama golpista que culminou nos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Entre os crimes imputados estão golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A família e os aliados de Jair Bolsonaro consistentemente defendem a tese de que a condenação é injusta. Por essa razão, têm pleiteado um perdão presidencial como meio de garantir a libertação do ex-presidente antes do cumprimento integral da pena imposta.