A madrugada de sábado (9) em Montes Claros foi palco de uma tragédia que transformou um acidente de trânsito em um brutal homicídio. Ronaldo Pereira Reis, de 30 anos, faleceu após ser violentamente agredido pelos ocupantes de um carro logo depois de uma colisão. O incidente, inicialmente registrado como ocorrência de trânsito, agora é investigado como assassinato pelas autoridades.

O drama se desenrolou na Rua Geraldino Machado, no bairro Vila Áurea. Ronaldo conduzia sua motocicleta quando foi atingido na traseira por um automóvel. Em vez de prestar socorro, os indivíduos que estavam no carro desembarcaram e iniciaram uma série de agressões contra a vítima, que caiu desacordada ao chão. Após o ataque, os agressores fugiram do local, deixando o motociclista ferido.

Quando as equipes da polícia e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram ao endereço, manobras de reanimação estavam sendo realizadas em Ronaldo, mas, infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado no local. A perícia da Polícia Civil foi acionada para analisar a cena do crime, e o corpo foi posteriormente removido por uma funerária. Exames preliminares indicaram que a vítima apresentava diversos hematomas e inchaço, com maior concentração na região dos olhos.

As buscas pelos responsáveis começaram imediatamente. O serviço de inteligência policial recebeu denúncias anônimas que apontavam dois homens, de 33 e 41 anos, como os possíveis suspeitos. O veículo envolvido na ação foi encontrado mais tarde no bairro Vila Áurea, exibindo danos na parte frontal e lateral. Uma testemunha que solicitou anonimato descreveu às autoridades a extrema violência das agressões e relatou ter ouvido um dos homens gritar “é pra matar” durante o espancamento. Essa mesma testemunha conseguiu anotar a placa do carro e posteriormente reconheceu os dois suspeitos por meio de fotografias apresentadas pelos investigadores.

O proprietário do carro envolvido no crime informou às autoridades que havia emprestado o veículo a um dos investigados na noite do ocorrido. Ele também revelou que todos os envolvidos estavam juntos em um bar momentos antes da colisão e que houve um desentendimento prévio entre Ronaldo e um dos agressores. A proprietária do estabelecimento corroborou a informação, afirmando que a vítima estava alcoolizada e teria ameaçado um dos suspeitos antes de sair do local. Até o momento da última apuração, os suspeitos ainda não haviam sido localizados pelas forças de segurança. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes e efetuar as prisões.