Um cenário de crescente insegurança tem sido denunciado por membros do Conselho Municipal de Saúde de Ipatinga em relação ao Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM), localizado no bairro Cidade Nobre. Relatos preocupantes sobre furtos de pertences e agressões dentro da unidade de saúde vieram à tona durante a reunião ordinária de agosto do conselho, levantando um alerta para a integridade de pacientes, acompanhantes e, principalmente, dos profissionais.

Entre as queixas mais graves, destaca-se a recorrência de furtos de itens pessoais de acompanhantes e a ocorrência de agressões físicas e verbais contra funcionários. Essa situação, segundo o órgão colegiado, vai além dos riscos físicos e tem impactado significativamente a saúde mental dos colaboradores. Carlos Eugênio, que atua no setor administrativo do HMEM e também é conselheiro de saúde, enfatizou a gravidade do quadro: "Com toda certeza, nunca se teve tantos funcionários com a saúde mental fragilizada quanto agora, justamente devido às situações que a gente vive aqui dentro do hospital", afirmou.

Diante do agravamento da situação, o Conselho Municipal de Saúde já formalizou ao Executivo Municipal o pedido para a instalação de uma base fixa da Guarda Civil Municipal (GCM) no local, visando amenizar e, se possível, erradicar os problemas de segurança. Eugênio aponta que, inclusive, há uma sala na recepção do hospital com a logomarca da GCM, que poderia abrigar uma equipe, mas que permanece sem a alocação de guardas para garantir a segurança ostensiva demandada.

Em resposta às preocupações, a administração municipal de Ipatinga informou que o Hospital Municipal Eliane Martins sempre dispôs de serviço de vigilância patrimonial, encarregado do controle e acompanhamento da segurança das instalações e de seus usuários. A nota emitida pela prefeitura detalha que, atualmente, além da vigilância privada, a unidade conta com o apoio da Guarda Civil Municipal. Contudo, a atuação da GCM ocorre por meio de patrulhamento preventivo e atendimento a demandas específicas no local e em seu entorno, sem configurar um posto fixo dentro do HMEM. Segundo a administração, essa estratégia de patrulhamento permite maior mobilidade das equipes, abrangendo também o entorno da unidade nas áreas de atuação preventiva da Guarda.

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