O município de Ipatinga confirmou seu primeiro óbito por dengue neste ano. A informação, que integra o Painel de Monitoramento de casos administrado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), foi devidamente validada tanto pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano quanto pela Secretaria Municipal de Saúde de Ipatinga, solidificando a gravidade do cenário local.

A fatalidade teve sua ocorrência na 13ª semana epidemiológica, período que compreende os dias 29 de março e 4 de abril. No entanto, a confirmação oficial da morte só veio semanas depois, após a análise laboratorial detalhada realizada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), o renomado laboratório público de referência em Minas Gerais. A inclusão deste caso nos registros mais recentes do painel ocorreu na última segunda-feira, dia 22.

A vítima era uma mulher idosa, com mais de 70 anos de idade, e apresentava comorbidades pré-existentes, especificamente hepatopatias e hipertensão, que podem ter contribuído para o desfecho. Em observância à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a SES-MG optou por não divulgar detalhes adicionais sobre a paciente. Além do óbito confirmado, uma morte suspeita pela doença permanece sob investigação em Ipatinga. Com esta nova confirmação, a região contabiliza agora um total de três mortes por dengue, somando-se a registros anteriores em Timóteo e Belo Oriente.

Em resposta ao avanço da doença, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano divulgou uma nota de orientação à população. O comunicado alerta para que pessoas que manifestem sintomas sugestivos de dengue, como febre, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, procurem imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A medida visa assegurar uma avaliação clínica precoce, um diagnóstico oportuno e um acompanhamento adequado, essenciais para prevenir complicações e garantir a correta notificação dos casos às autoridades de saúde.