A Justiça de Minas Gerais proferiu, nesta terça-feira, dia 5, uma sentença que condena um indivíduo a 53 anos e quatro meses de reclusão. A decisão é resultado da acusação de disparos contra policiais militares, após o não cumprimento de uma ordem de parada no município de Dores de Guanhães, localizado na região do Vale do Rio Doce. Os eventos que levaram à condenação ocorreram em 7 de outubro de 2024, e o processo foi conduzido pela 11ª Promotoria de Justiça de Ipatinga, que representa o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Conforme apuração do Ministério Público, no dia do ocorrido, os envolvidos perpetraram um assalto a um estabelecimento comercial em Dores de Guanhães. Após a ação criminosa, eles subtraíram uma picape branca e empreenderam fuga em direção à cidade de Joanésia. Diante da evasão, as forças de segurança articularam um cerco policial, culminando na localização do veículo suspeito.

A interceptação do veículo foi montada na rodovia MG-232, na área de Santana do Paraíso. No local, militares acionaram sinais luminosos e emitiram ordens para que o motorista parasse, contudo, o condutor desobedeceu, prosseguindo em alta velocidade. A denúncia detalha que a picape transportava quatro ocupantes, incluindo um adolescente de 17 anos.

Durante a perseguição, um dos indivíduos, que estava na carroceria do veículo, teria iniciado uma série de disparos contra os agentes de segurança. A arma utilizada foi descrita como uma submetralhadora artesanal, de uso restrito, a qual, conforme o MPMG, também foi empregada por outros ocupantes do automóvel. A intensa troca de tiros resultante dos disparos contra os policiais culminou na morte do motorista da picape, ainda no local dos fatos.

Um comparsa do principal acusado também foi levado a julgamento, recebendo uma pena de quatro anos de prisão por corrupção de menores. O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares enfatizou a repercussão social do caso, destacando a gravidade da conduta e o risco que representou para a coletividade, o que reforça a importância da responsabilização penal e da preservação da ordem pública.