Justiça restabelece prisão preventiva de homem acusado de golpe em casamento em Iapu
Em 17 de julho de 2026, a Justiça mineira, por meio da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), restabeleceu a prisão preventiva de um indivíduo apontado como autor de um golpe na contratação de serviços para um casamento em Iapu, localizada no Leste de Minas. A decisão acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), reformando a determinação anterior da Comarca de Inhapim, que havia revogado a medida cautelar.
Segundo informações do Ministério Público, o caso teve início com a contratação de diversos serviços para a cerimônia matrimonial, incluindo buffet, decoração, cerimonial, sonorização e iluminação. A vítima efetuou um pagamento antecipado no valor de R$ 16,3 mil, mas foi surpreendida, na véspera do casamento, com a comunicação de que os serviços não seriam prestados conforme o combinado.
Inicialmente, o acusado não foi encontrado para ser notificado, o que levou à suspensão do processo judicial e à decretação de sua prisão preventiva. Posteriormente, constatou-se que ele fixou residência em Portugal. Para viabilizar sua localização e captura, o MPMG ativou mecanismos de cooperação jurídica internacional, que incluíram a difusão vermelha da Interpol e um pedido formal de extradição. Essas ações resultaram na identificação e na detenção do investigado em território português.
A prisão preventiva havia sido previamente revogada em primeira instância, mas o MPMG recorreu, argumentando que os requisitos legais para a manutenção da medida persistiam. O Ministério Público enfatizou o risco de fuga e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal. Ao analisar o recurso, a 1ª Câmara Criminal do TJMG restabeleceu a prisão preventiva, sustentando que a constituição de um advogado e a apresentação de procuração não eliminam o histórico de evasão do acusado, nem o risco de comprometimento da aplicação da lei, considerando que ele reside no exterior. A decisão ressaltou que a localização do investigado só foi possível graças à cooperação internacional, fator relevante para a manutenção da medida. O Tribunal também mencionou a existência de informações sobre outros casos envolvendo fatos semelhantes.
Diante da nova determinação judicial, o MPMG informou que tomará as providências cabíveis para reativar o procedimento de extradição internacional. O objetivo é assegurar a prisão do acusado em Portugal e sua subsequente entrega às autoridades brasileiras, para que ele possa responder ao processo criminal na Comarca de Inhapim.
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