Leopoldina MG: a cidade mineira sob nova perspectiva aérea.
No dia 30/07/2025, o canal TURISMO RURAL & ECOLÓGICO fez uma atualização importante sobre a cidade de Leopo que gerou grande repercussão em toda a região.
O Portal Minas não perdeu tempo e traz o vídeo "Leopo MG: a cidade mineira sob nova perspectiva aérea." para a sua audiência, acreditando que esse conteúdo é de extrema relevância e merece esse registro no site para que não se perca, caso o vídeo seja deletado do Youtube sem que os moradores de Leopo tenham a oportunidade de assistir.
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Publicado originalmente em: 30/07/2025
A Zona da Mata Mineira foi conhecida como ‘Áreas Proibidas” e ‘Sertões do Leste’. Era o caminho utilizado pelos contrabandistas de ouro para chegar ao Rio de Janeiro e foi vedada pelo governo para colonização.
No final do século XVIII a mineração estava em crise, fazendo com que muitas famílias buscassem terras férteis em áreas proibidas, dando inicio à colonização em nossa região – habitada até então por Índios Puris, que desapareceram com a chegada dos desbravadores. Conta a lenda que no inicio do século XIX os tropeiros acamparam em uma clareira, ao lado de um córrego, onde foi aceso o fogo para fazer a comida e espantar os animais.
O cozinheiro teria dormido e as chamas se apagaram, deixando cru o feijão que estava sendo preparado – daí a origem do nome do ribeirão que corta a cidade. Em 1813 foram doadas as primeiras sesmarias no território onde mais tarde viria a surgir o arraial do Feijão Cru, então pertencente ao termo de Barbacena, Comarca do Rio das Mortes.
A primeira matriz foi erguida onde atualmente é a praça Dom Helvécio, em honra a São Sebastião, escolhido o padroeiro do povoado. O núcleo inicial da aldeia surgiu nas imediações do Rosário e, em seu entorno, estão os logradouros mais antigos da cidade, como as ruas do Rosário (atual Rua Tiradentes); Direita (atual Rua Gabriel Magalhães) e Riachuelo (atual Rua Joaquim Ferreira Brito).
Na década de 1840 foi criado o distrito de São Sebastião do Feijão Cru, pertencente ao município de São Manuel do Pomba, atual Rio Pomba. Mais tarde, em 1851, foi incorporado ao território do então criado município de Mar de Espanha e, três anos depois foi publicada a Lei Provincial nº 666 de 27 de abril de 1854, que o emancipou com o nome de Vila Leopoldina, em homenagem à princesa Leopoldina Bragança e Bourbon, filha do Imperador D.
Pedro II e da imperatriz D. Teresa Cristina.
Mais tarde, em 1861, foi elevada a categoria de cidade. Nove municípios e onze distritos da região pertenceram ao território de Leopoldina no século XIX, como os distritos de Meia Pataca - hoje Cataguases; São José do Paraíba, antigo nome do município de Além Paraíba, entre outros.
Atualmente, o município é formado pelos distritos de Abaíba, Providência, Ribeiro Junqueira, Piacatuba e Tebas. Nesse período, Leopoldina era sede de comarca e já desenvolvia o ensino de Latim e Francês.
Em pleno desenvolvimento, o município recebeu a visita do Imperador D. Pedro II e a Imperatriz D.
Tereza Cristina, em 1881. A Câmara Municipal se recusou a recebê-los, sob alegação de ausência de recursos financeiros para cobrir as despesas exigidas, gerando polêmica e dividindo a opinião pública entre monarquistas e republicanos.
Em 1876, Leopoldina abrigava a segunda maior população de pessoas escravizadas da província de Minas Gerais, cerca de 15.253. No ano de 1883, o número aumentou para 16.00l.
Após a abolição da escravatura, a exemplo do ocorrido no restante do país, restou à população negra permanecer nas fazendas ou, ocupar de forma precária, as periferias do município. No final do século XIX e início do século XX, houve um aumento do número de imigrantes italianos em Leopoldina, que vieram para trabalhar na lavoura de café, sendo formadas colônias para abrigá-los.
Em Leopoldina, desde a metade do século XIX funcionavam escolas reconhecidas pelo bom nível de educação. No inicio do século XX, a cidade ficou conhecida como Atenas da Zona da Mata, cujo termo é uma referência à cidade grega de Atenas, renomada pela valorização artística e cultural de seu povo.
O Ginásio Leopoldinense foi uma das referências. Muitos vinham de longe para estudar nessa instituição de ensino, fundada em 1906.
O colégio também ofertou o ensino técnico na área agrícola e ensino superior de farmácia e odontologia. Muitas personalidades brasileiras como o governador Milton Campos, o cineasta Humberto Mauro, o escritor português Miguel Torga e o compositor Ary Barroso estudaram no Ginásio.
A energia elétrica chegou à cidade em 1908, após a construção de uma Usina, na Cachoeira da Fumaça do Rio Novo, em Piacatuba, que leva o nome de Antônio Maurício Barbosa, proprietário das terras cedidas para construção da barragem. Em 1911 surge o Esporte Clube Ribeiro Junqueira, fundado por alunos e professores do Ginásio Leopoldinense.
O professor José Botelho Reis, que hoje dá nome a escola, trouxe do Rio de Janeiro conhecimentos sobre o futebol, ensinando aos seus alunos a jogarem. Fonte:
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