Em decisão de ofício assinada no domingo (30) e publicada nesta segunda (31), o ministro Dias Toffoli, relator no TSE, impôs censura total à campanha presidencial de Renan Santos (Missão) e de seu vice Aroldo Medina.

A ordem determina o bloqueio imediato da propaganda na internet, o corte de todo o repasse do Fundo Eleitoral e a proibição de participação em debates em rádio, TV e podcasts. É o desmonte completo de uma candidatura de oposição.

O pretexto usado foi formal: a chapa teria informado 18 perfis de redes sociais no dia 19/08 como complemento ao registro de 07/08. Para Toffoli, o atraso de poucas horas justificaria tirar um candidato do ar.

A motivação política, no entanto, é clara nos bastidores. Ao calar um candidato da direita com 2,4 milhões de seguidores apenas no Instagram e que vinha crescendo organicamente nas redes, a medida tem objetivo claro: limpar o caminho para tentar fazer Lula vencer já no primeiro turno.

Ao citar em sua própria decisão que o perfil de Renan "veicula propaganda eleitoral, atrai recomendações de outros candidatos e está sendo recomendado por esses candidatos", Toffoli deixa explícito o incômodo com o alcance da candidatura que fura a bolha da velha política.

Em declarações na imprensa, Renan resumiu: "É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo".

A defesa já entrou com mandado de segurança contra o que classifica como censura eleitoral com finalidade política.