MEMÓRIA PORTAL MINAS: Couto de Magalhães: Das Minas de Diamantes à Rota Turística do Jequitinhonha
O Portal Minas revisita um registro publicado originalmente em 07/01/2026, que nos leva a um passeio por Couto de Magalhães, um município mineiro do Vale do Jequitinhonha. Esta matéria antiga destaca a rica história e a beleza natural de uma localidade que emergiu da exploração de riquezas minerais e se consolidou como um ponto de referência no interior de Minas Gerais.
A história de Couto de Magalhães começa no início do século XVIII, com o surgimento do Arraial Rio Manso, profundamente entrelaçado à busca por diamantes na Comarca de Serro Frio. O povoamento inicial, conhecido como Povoado de Tijuco, floresceu após a descoberta de ouro e diamantes às margens do Rio Manso. Relatos de moradores antigos indicam que Sebastião Leme do Prado foi um pioneiro na exploração da área, estabelecendo acampamento perto de um rio de águas límpidas, que viria a ser batizado de Rio Manso.
O antigo núcleo urbano do Rio Manso viu sua consolidação ao longo dos anos, culminando em sua emancipação em dezembro de 1962, quando se tornou um município independente, desmembrado de Diamantina. A cidade recebeu o nome de Couto de Magalhães em reconhecimento ao General José Vieira Couto de Magalhães, ilustre político, escritor e cientista nascido em Diamantina. Atualmente, a localidade preserva seu caráter acolhedor, abrigando uma população de aproximadamente 4.202 habitantes.
Situada estrategicamente, Couto de Magalhães faz divisa com outros importantes municípios mineiros, como Diamantina, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Serra Azul de Minas e Serro. A distância até a capital mineira, Belo Horizonte, é de 324 quilômetros. Um relato de viagem descreveu um percurso realizado em um domingo, partindo de Coluna, MG, em direção a Couto de Magalhães, passando por Pedra Menina, parte do município de Rio Vermelho, e também por Felício dos Santos e São Gonçalo do Rio Preto.
A jornada, realizada de motocicleta pelas estradas de Minas Gerais, revelou paisagens deslumbrantes do cerrado, pontuadas por árvores diversas como a canela de anta, o pequi, o pau santo e variadas espécies de aroeiras. A natureza e a beleza cênica da região são descritas como encantadoras, oferecendo um vislumbre da rica biodiversidade mineira. Couto de Magalhães, assim, se revela não apenas por sua história ligada aos diamantes, mas também por seus caminhos que convidam à exploração de suas belezas naturais.
Vídeo original por OS COLUNENSES DE MINAS.
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