Em uma reportagem publicada originalmente em 19 de maio de 2026, destacava-se a participação ativa do prefeito de Nova Módica, Raphael Sousa Martins, na XXVII Marcha dos Prefeitos, evento que reuniu mais de 5 mil gestores municipais em Brasília. Naquela ocasião, o líder mineiro, filiado ao MDB, enfatizou a importância da articulação municipalista e do consenso entre os chefes de executivos locais na busca por investimentos e no fortalecimento do pacto federativo. Em diálogo com a imprensa durante a Marcha, ele expressou otimismo: "Hoje estamos aqui reunidos com mais de 5 mil prefeitos em busca de melhorias, reivindicando mais apoio para ajudar a nossa população. Se Deus quiser, vamos sair daqui com êxito e com objetivo cumprido".

Martins também fez menção à fala de Davi Alcolumbre, então presidente do Senado, que, na abertura do evento, defendeu pautas municipalistas e a necessidade de uma redistribuição mais equitativa de recursos para os municípios. Para o prefeito de Nova Módica, esse discurso era um reflexo direto da força da união dos gestores locais. Ele afirmou que, como prefeito de Minas Gerais e membro da Associação Mineira de Municípios (AMM), todos estavam engajados na luta pelo aprimoramento do estado e pelo bem-estar da população, reforçando a convicção de que os objetivos seriam alcançados.

A cidade de Nova Módica, situada no Vale do Mucuri, no nordeste de Minas Gerais, foi apresentada como um exemplo de município de pequeno porte que encontra na pecuária leiteira sua principal alavanca econômica. Integrante da Associação dos Municípios do Leste de Minas (ASSOLESTE), a localidade enfrenta os desafios inerentes ao semiárido mineiro, como a baixa capacidade de arrecadação própria e a dependência de repasses constitucionais, demandando, assim, estratégias de diversificação econômica. Raphael Martins elucidou o cenário: "Hoje nós produzimos leite. É a maior fonte de renda, junto com o comércio local, que alavanca muito a economia da nossa cidade". A produção leiteira de Minas Gerais, aliás, mantém-se na liderança nacional há décadas, contando com a contribuição fundamental de produtores de municípios como Nova Módica, que superam obstáculos logísticos, climáticos e tecnológicos.

O prefeito mineiro também abordou o tema da polarização política, um fenômeno que, segundo ele, prejudica o desenvolvimento dos municípios e, consequentemente, a vida dos cidadãos. Ele observou que, apesar de Minas Gerais ter demonstrado um avanço na industrialização, ainda havia um longo caminho a percorrer, e a radicalização política frequentemente atrapalhava esse progresso. Martins resumiu seu pensamento com uma frase que ecoava o sentimento de muitos de seus colegas: "É necessário ter mais Brasília, mais município e menos Brasília". A declaração evidenciava a percepção de que, enquanto o cenário político federal se debatia em disputas ideológicas, as prefeituras necessitavam de soluções práticas para garantir serviços essenciais como educação, saúde e infraestrutura rural. Ao final de seu pronunciamento, Raphael Martins dirigiu-se aos seus pares com um apelo direto: "Prefeitos, amigos e colegas, vamos nos unir para alcançar o nosso objetivo maior, que é levar benefício para a nossa população." Esse chamado à unidade sintetizava o espírito da XXVII Marcha dos Prefeitos, que buscava congregar líderes de diversas filiações partidárias e regiões em torno de pautas comuns, como o incremento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a compensação por pisos salariais sem fonte de custeio e uma reforma tributária que não sobrecarregasse ainda mais as cidades, além do fortalecimento do municipalismo como política de Estado.

Para Nova Módica, uma cidade com cerca de 3 mil habitantes conforme estimativas da época, cada vitória conquistada em Brasília representava a diferença entre fechar o orçamento anual no azul ou no vermelho. Raphael Sousa Martins, aos 41 anos, em seu mandato de 2025 a 2028, eleito em 2024 após sua primeira vitória em duas disputas, demonstrou ter compreendido a lição de que o progresso substancial é alcançado pela força coletiva. Filiado à ASSOLESTE e participante assíduo de fóruns municipalistas, incluindo o 41º Congresso Mineiro de Municípios e a 27ª Marcha dos Prefeitos, sua gestão era marcada pela defesa incansável do municipalismo, pela busca por recursos para infraestrutura e pelo estímulo ao empreendedorismo local. Ele reiterava a convicção de que, embora nenhum prefeito pudesse mudar o país sozinho, a união dos municípios detinha o poder de gerar uma diferença significativa.

Vídeo original por Ultima Hora Online TV.