O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por intermédio da Promotoria de Justiça local, notificou nesta segunda-feira (15) a agência do banco Itaú em Resplendor, no Vale do Rio Doce. A instituição financeira recebeu um prazo de 72 horas para fornecer explicações sobre o encerramento definitivo de suas operações no município e as condições de atendimento prestadas à população.

A medida do MPMG foi desencadeada após diversas denúncias que geraram um procedimento investigatório. Conforme os relatos, os moradores foram pegos de surpresa com a decisão de fechar a única agência bancária da comarca, prevista para o dia 25 de junho. As queixas também apontam dificuldades severas no serviço, como filas formadas na área externa, com clientes expostos ao sol, tempo de espera excessivo e falhas no respeito ao atendimento prioritário de idosos.

Entre as exigências feitas pelo Ministério Público, estão a comprovação de que os clientes foram comunicados sobre o fechamento com pelo menos 30 dias de antecedência, conforme determina a Resolução nº 4.072/12 do Banco Central. O banco deve também esclarecer a migração automática de contas para Aimorés e garantir que os consumidores tenham a liberdade de escolher outras instituições bancárias em Resplendor sem custos adicionais. Para aposentados e pensionistas do INSS, é solicitado um plano de transição detalhado, com informações sobre comunicação e a possibilidade de atendimento em bancos conveniados na cidade. Adicionalmente, o MPMG demanda explicações sobre as filas externas sob o sol, o tempo de espera e as medidas adotadas para assegurar um atendimento adequado e prioritário.

Caso o Itaú não responda dentro do prazo estabelecido ou as justificativas apresentadas sejam consideradas insuficientes, o MPMG poderá iniciar uma Ação Civil Pública. Tal ação visaria a suspensão do fechamento da agência, além de pleitear a aplicação de multas e indenizações por danos morais, tanto individuais quanto coletivos, à comunidade de Resplendor.