O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi o principal tema de um acalorado debate na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta quinta-feira (27/11). A discussão focou em uma empresa do Grupo Zema, da qual o governador é herdeiro e ex-administrador, e em sua atuação no crédito consignado para beneficiários da Previdência Social.
Um deputado membro da CPMI do INSS protocolou um pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal da Zema Financeira. O requerimento foi apresentado devido à concessão de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, realizada através de um processo totalmente online. Segundo o parlamentar, este tipo de operação digital "gera grandes riscos de fraude", justificando a necessidade de investigar as transações da empresa.
O parlamentar em questão ressaltou que a Zema Financeira foi uma das poucas instituições autorizadas a oferecer crédito consignado para quem recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Auxílio Brasil, uma possibilidade que havia sido aberta pouco antes das eleições. Foram apenas 12 as instituições que obtiveram essa permissão, o que coloca a empresa sob holofotes. A forma como a concessão de crédito funcionou será examinada, e o tema do consignado passa a ser uma das prioridades de investigação da CPMI.
