A postura de representantes políticos diante das recentes tragédias climáticas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá tem gerado forte indignação entre os moradores. Relatos indicam que, enquanto famílias tentam contabilizar prejuízos e se recuperar dos danos causados pelas tempestades, diversas figuras públicas têm utilizado o cenário de destruição para realizar gravações e produzir conteúdos voltados exclusivamente para suas redes sociais.
A população local expressa revolta com o que classifica como oportunismo político em um momento de extrema vulnerabilidade. Moradores das áreas mais afetadas relatam que a presença de parlamentares e candidatos muitas vezes foca mais na captação de imagens estratégicas do que na articulação de ajuda imediata ou no anúncio de medidas concretas para a reconstrução das infraestruturas danificadas. A crítica central reside na espetacularização do sofrimento alheio em busca de engajamento digital e dividendos eleitorais.
Diante do descontentamento crescente, lideranças comunitárias reforçam que o apoio governamental deve ser pautado pela eficiência técnica e pelo respeito às vítimas, e não por ações de marketing político. Em ambas as cidades, o clima é de cobrança por soluções definitivas para os problemas de drenagem urbana e assistência social, exigindo que a atenção das autoridades seja direcionada para o trabalho de campo efetivo e para o suporte financeiro às famílias que perderam bens e moradias durante o período de chuvas intensas.
