As mulheres representam a maior parte da população de Belo Horizonte, atingindo o percentual de 53,35% dos habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Contudo, essa representatividade não se reflete no mapa da capital mineira. Um levantamento realizado com base em dados públicos revela que apenas cerca de 2 mil das 12.092 ruas da cidade possuem nomes femininos, o que corresponde a 16,53% do total de vias.
A disparidade é ainda mais acentuada quando observados os viadutos da capital, onde apenas seis das 130 estruturas existentes rendem homenagem a mulheres. No hipercentro, área compreendida dentro da Avenida do Contorno, o cenário de exclusão é severo, restando apenas as ruas Bárbara Heliodora e Marília de Dirceu como referências femininas no traçado original.
Apesar do cenário geral de invisibilidade, alguns locais conseguem romper essa barreira e preservar histórias de luta e cultura. É o caso da Avenida Clara Nunes, na Região Nordeste, do Viaduto Helena Greco e de áreas conquistadas por mobilização social, como o Bairro Dandara e o Parque Ecológico Maria do Socorro Moreira. Esses nomes marcam a trajetória de mulheres que foram fundamentais para o desenvolvimento social e político de Belo Horizonte.
