O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, enfrentando o quadro respiratório mais grave de sua história clínica recente. Diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana bilateral aguda, o ex-presidente apresenta uma condição de saúde extremamente delicada que, segundo a avaliação da equipe médica, carrega um risco de morte intrínseco. A gravidade da infecção que atinge ambos os pulmões, aliada à baixa saturação de oxigênio no sangue, coloca o organismo em estado de alerta máximo para evitar a falência de órgãos ou uma evolução para o quadro de sepse.
A complicação foi desencadeada por um episódio agudo de refluxo gástrico, que levou o conteúdo do estômago diretamente aos pulmões, causando a instalação imediata de bactérias no sistema respiratório. O médico Brasil Caiado ressaltou que a evolução da doença foi súbita e preocupante, especialmente considerando que Bolsonaro possui 70 anos e um histórico de saúde fragilizado por sucessivas cirurgias abdominais. O histórico médico do ex-presidente remonta ao atentado ocorrido em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 2018, cujas sequelas digestivas facilitam a ocorrência de episódios de refluxo como o que gerou a atual internação de emergência.
A equipe médica informou que o tratamento está sendo realizado com antibióticos de largo espectro e deve durar pelo menos sete dias para que a eficácia seja completada. Não há previsão de alta e o monitoramento é constante, já que a recuperação em casos de pneumonia bilateral tende a ser lenta e instável. Por determinação judicial, a entrada da sala onde o ex-presidente está internado permanece vigiada 24 horas pela Polícia Militar e o uso de aparelhos eletrônicos no local foi terminantemente proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou apenas a permanência de familiares próximos como acompanhantes.
