Moradores de Ouro Branco estão relatando sérias dificuldades para obter medicamentos essenciais na rede pública de saúde do município. Diversas denúncias registradas nos últimos dias apontam que itens básicos, utilizados no tratamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, estão em falta nas farmácias de Minas Gerais gerenciadas pela prefeitura. A situação tem gerado revolta entre os usuários que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde para manter seus tratamentos em dia, forçando muitas famílias de baixa renda a arcar com custos imprevistos ou interromper o uso de remédios controlados.

O problema não parece ser um caso isolado e tem se intensificado desde o início da semana, conforme apontam registros em plataformas de reclamação e redes sociais. Segundo os relatos, ao buscarem as unidades de saúde, os pacientes recebem apenas a informação de que o estoque está zerado, sem uma previsão clara para a reposição dos lotes. O contexto é agravado pelo fato de que muitos desses medicamentos fazem parte da Rename, a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, cuja disponibilidade deve ser garantida pelas esferas municipal e estadual para assegurar o direito constitucional à saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Branco ainda não detalhou os motivos específicos para o desabastecimento, se decorre de problemas com fornecedores ou atrasos nos repasses de verbas. Enquanto a situação não é normalizada, o conselho municipal de saúde e lideranças locais cobram um posicionamento oficial e um cronograma de entrega das remessas atrasadas. O desdobramento esperado para os próximos dias é uma auditoria nos estoques da farmácia municipal para identificar quais itens estão em nível crítico e buscar medidas emergenciais de compra para mitigar o impacto na população.