A mais recente pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira, revela um cenário alarmante para as pretensões presidenciais de Romeu Zema dentro de seu próprio reduto eleitoral. O ex-governador de Minas Gerais amarga apenas quatro vírgula sete por cento das intenções de voto entre os mineiros, um índice considerado pífio para quem comandou o estado por dois mandatos. Esse resultado coloca Zema em um incômodo empate técnico com figuras de menor expressão nacional e com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, demonstrando que o político do Novo não consegue converter sua gestão estadual em favoritismo para a sucessão presidencial de dois mil e vinte e seis.

A fragilidade dos números acende um alerta vermelho nos bastidores do partido Novo e entre seus aliados políticos. O fato de Zema aparecer estagnado na rabeira da preferência dos mineiros, enquanto nomes como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro polarizam as intenções de voto, isola o ex-governador em uma zona de irrelevância estatística. Analistas apontam que a falta de tração em Minas Gerais, território onde ele deveria ser o protagonista absoluto, mina sua autoridade para negociar em Brasília e fragiliza qualquer tentativa de se apresentar como a terceira via viável para o país.

Diante do isolamento e do baixo desempenho, ganha força nos bastidores a possibilidade real de desistência da corrida presidencial. Interlocutores sugerem que o ex-gestor mineiro pode optar por recuar da disputa ao Palácio do Planalto para evitar um desgaste político ainda maior ou uma derrota humilhante em casa. O desdobramento natural desse cenário aponta para uma reavaliação estratégica imediata, onde a manutenção de sua viabilidade política futura pode pesar mais do que uma candidatura que, até o momento, não demonstra fôlego nem mesmo dentro das fronteiras de Minas Gerais.