Momento de Dor Vira Confusão: Desacordo sobre plano funerário resulta em briga dentro de funerária em Nova Serrana
Uma discussão acalorada sobre os termos de um plano funerário escalou para uma briga física dentro de uma funerária em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O incidente, ocorrido na última segunda-feira, envolveu a filha de um homem de 69 anos que havia falecido horas antes e o proprietário do estabelecimento. O desacordo sobre a prestação de serviços contratados e cobranças adicionais transformou o delicado momento de luto em um cenário de agressão e confusão, mobilizando a Polícia Militar para registrar a ocorrência como "vias de fato".
De acordo com Wagner Rocha, dono da funerária, a família havia contratado um plano básico em 2015, que não contemplava a preparação especial do corpo. Ele relata que a filha do falecido solicitou uma urna mais sofisticada do que a prevista no contrato, o que geraria uma diferença de cerca de R$ 1 mil. Rocha afirma que, ao informar sobre o valor adicional, a mulher teria se exaltado e, acompanhada do marido, iniciado a agressão física contra ele, levando sua esposa a acionar a Polícia Militar.
Por outro lado, Flaviane Natório Aparecida, 44 anos, filha do homem falecido, apresenta uma versão diferente dos fatos. Ela explica que, devido ao tempo transcorrido desde a morte de seu pai, o corpo teria inchado, exigindo uma urna maior. Flaviane conta ter concordado em pagar R$ 900 pela tanatopraxia (preparação do corpo), mas questionou a cobrança de mais R$ 900 por uma urna que acomodasse o pai, argumentando que o plano deveria cobrir tal necessidade. Segundo ela, a recusa do dono em ceder sem o pagamento adicional a fez sentir-se humilhada, culminando no descontrole emocional.
O confronto resultou em lesões leves para dois dos envolvidos e danos a um aparelho celular. Flaviane reconhece ter perdido o controle, especialmente após o dono da funerária, segundo sua versão, se recusar a realizar o enterro apesar do plano e, em seguida, tomar seu celular enquanto ela filmava. Wagner, por sua vez, nega ter tomado o aparelho, alegando ter pegado um celular do chão que pensou ser de sua esposa. Ambos os lados lamentam a situação, com o dono afirmando ser a primeira vez que vivencia algo assim em mais de 20 anos de atuação.
Após a tumultuada ocorrência, a família de Flaviane optou por não dar continuidade aos serviços na funerária, buscando outra empresa para realizar o sepultamento do pai de forma particular. Este lamentável episódio em Nova Serrana ressalta a importância da clareza nos contratos de serviços funerários e a necessidade de sensibilidade e acolhimento em momentos de extrema fragilidade emocional para as famílias enlutadas, um tema de grande relevância para o Portal Minas.
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