Família de Santana do Paraíso Perde Mais de R$ 17 Mil em Golpe do Falso Advogado
Um idoso de 74 anos e seus familiares em Santana do Paraíso foram enganados em um golpe do falso advogado, resultando em um prejuízo superior a R$ 17 mil. O crime foi registrado nesta segunda-feira, dia 6 de abril de 2026, pela Polícia Militar, evidenciando a persistência de fraudes digitais que visam desviar recursos financeiros de cidadãos. A complexidade do esquema envolveu diversas etapas e exploração da confiança das vítimas.
Conforme relatos da Polícia Militar, o golpe teve início no primeiro dia de abril, quando um dos membros da família recebeu mensagens via WhatsApp. O golpista, que se apresentou como "Dr. Hugo Oliveira", um suposto advogado, informou à vítima sobre uma vitória em uma ação judicial e a necessidade de realizar procedimentos bancários para a liberação de um valor de restituição. Esta tática inicial buscou criar um cenário de legitimidade e urgência.
A fraude progrediu com uma chamada de vídeo, durante a qual o suspeito instruiu a vítima a acessar o aplicativo do banco e compartilhar a tela do celular. Sob o pretexto de serem "testes" para liberar o dinheiro judicial, o criminoso conduziu várias operações financeiras. A primeira movimentação foi uma transferência de R$ 3,5 mil de uma conta da Caixa Econômica Federal, seguida por outra de R$ 1.881, após o golpista alegar que a conta inicial não estaria apta a receber o suposto valor.
O criminoso continuou a ter acesso e a direcionar operações em outras contas de familiares, incluindo a da enteada da vítima, e em contas digitais. Em um dos momentos críticos da fraude, uma das vítimas foi induzida a contratar um empréstimo bancário, tendo um valor líquido de R$ 3.555,50 creditado e posteriormente manipulado. Adicionalmente, transferências via PIX, operações de PIX na modalidade crédito e pagamentos de boletos para diversos destinatários ampliaram ainda mais o montante do prejuízo.
A desconfiança surgiu quando os criminosos alegaram incapacidade de estornar os valores ou concluir o pagamento da suposta restituição judicial. Ao procurar um advogado de confiança, a família descobriu a farsa. As vítimas — o homem de 74 anos, sua esposa de 65 anos e a filha de 42 anos — registraram a ocorrência na unidade policial, acompanhadas de uma advogada, e o caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências legais.
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