O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República em 2026, sinalizou sua preferência por uma mulher para a vaga de vice em sua chapa. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast "Inteligência Ltda" nesta segunda-feira, 6 de abril, onde o parlamentar também abordou as acusações sobre as chamadas "rachadinhas" e reiterou críticas a instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A busca por uma vice feminina faz parte da estratégia do senador para ampliar o alcance de sua campanha e atrair novos segmentos do eleitorado, conforme declarado por ele. Entre os nomes que estariam em articulação para compor a chapa, foram citados a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também tem ensaiado uma possível candidatura à presidência da República.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre as denúncias de "rachadinhas", esquema que teria ocorrido em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O senador negou ter conhecimento de eventuais cobranças admitidas pelo ex-assessor Fabrício Queiroz e afirmou nunca ter respondido criminalmente por tais acusações, apesar das investigações que já o tiveram como alvo.

Apesar de um aparente esforço de moderação, o senador manteve um discurso alinhado a pautas frequentemente associadas ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele reiterou questionamentos sobre a atuação do TSE nas eleições de 2022 e endossou críticas ao STF. Na área de segurança pública, Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das leis e associou, sem apresentar provas, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a organizações criminosas.

O pré-candidato também comentou aspectos da dinâmica familiar e partidária. Mencionou conversas frequentes com o irmão Eduardo Bolsonaro (PL), que vive nos Estados Unidos, e a necessidade, por vezes, de "aparar arestas". Sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro indicou que a escolha de seu pai por lançá-lo para a Presidência se deu pela avaliação de ausência de outro nome competitivo para o governo paulista.