Um homem de 30 anos foi preso em flagrante no bairro Bela Vista, em Patos de Minas, após invadir um condomínio e agredir a ex-namorada, de 32 anos, dentro do elevador. O incidente ocorreu na tarde de sexta-feira (10), quando o suspeito surpreendeu a vítima após entrar no prédio sem permissão. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) confirmou a ocorrência e a prisão.

De acordo com o relato policial, a mulher apresentava ferimentos visíveis no pescoço e vermelhidão no rosto, indicando a gravidade das agressões. Após o ataque, o homem tentou fugir, mas foi rapidamente localizado e detido nas imediações do condomínio. Ao ser confrontado pela PM, ele negou as acusações de agressão, justificando o ocorrido como um "desentendimento motivado por ciúmes".

Apesar da negativa do suspeito, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis, onde responderá pelos crimes de lesão corporal e violência psicológica, enquadrados no contexto de violência doméstica. A vítima, por sua vez, optou por recusar atendimento médico no local, mas foi devidamente orientada sobre todas as medidas legais que poderia adotar.

A mulher relatou aos policiais o histórico conturbado com o agressor. Eles mantiveram um relacionamento de um ano e meio, que ela decidiu encerrar há cerca de seis meses. A decisão foi tomada após a vítima sofrer diversas agressões, algumas das quais resultaram em perda de consciência, além de notar um comportamento obsessivo e controlador por parte do ex-namorado.

Segundo a ex-namorada, o homem não aceitou o término e intensificou a perseguição, monitorando sua residência e aparecendo de forma intimidatória em locais que ela frequentava, como o trabalho e a academia. Com os bloqueios em redes sociais e aplicativos de mensagens, ele passou a usar transferências via Pix de R$ 0,01, enviando mensagens no campo de descrição. Em um único dia, foram registradas 32 tentativas de contato por este meio. A PMMG confirmou que já existiam registros de violência do homem contra a ex-namorada e a existência de uma medida protetiva contra ele, mas não há confirmação se estava em vigor no momento da agressão mais recente.