No cenário histórico de Minas Gerais, a figura de Januário Garcia, conhecido popularmente como 'o Sete Orelha', deixou sua marca singular. Documentos da época apontam para sua presença notável na região de São Bento Abade, MG, durante os anos de 1760, período em que o estado vivenciava intensas transformações sociais e econômicas.

Os registros históricos que persistem sugerem que o ‘Sete Orelha’ não era meramente um passante ocasional. Sua circulação por São Bento Abade nos anos de 1760 indica uma inserção ativa no cotidiano daquela localidade, talvez por rotas de comércio, exploração ou como parte de atividades que o tornaram uma figura lendária na memória popular mineira.

São Bento Abade, uma das joias do interior mineiro, serviu como palco para os deslocamentos de Januário Garcia. A pequena cidade, com sua paisagem e suas características daquele período, testemunhou a passagem deste personagem que, com seu epíteto peculiar, já se consolidava no imaginário coletivo da então província.

A abrangência de suas atividades ou a área de sua influência não se restringiam apenas a São Bento Abade. Sua trajetória era frequentemente associada a outras importantes localidades da região sul de Minas Gerais, incluindo Varginha, Três Corações, São Tomé das Letras e Carmo da Cachoeira, indicando uma rede de deslocamentos que interligava diversos pontos estratégicos da capitania.

Assim, a memória de Januário Garcia, 'o Sete Orelha', permanece ligada não apenas a um local específico, mas a um panorama geográfico mais amplo da Minas setecentista. Sua existência nos anos de 1760 em São Bento Abade e adjacências é um fragmento da rica tapeçaria histórica do estado, convidando a um olhar mais atento sobre as personalidades que moldaram a identidade regional naquele longínquo século XVIII.

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