Angelândia, a Cidade dos Anjos do Jequitinhonha: Da Vila ao Município, Conheça Sua História
O município de Angelândia, uma joia na Mesorregião do Jequitinhonha, convida à descoberta de suas paisagens, sua rica trajetória e suas potencialidades. A localidade mineira se destaca por sua infraestrutura, que abrange rodovias, estradas de acesso, avenidas, ruas e praças, além de áreas urbanas e rurais que revelam a essência da região. Aqui, mergulhamos nos detalhes históricos da origem do município, suas referências geográficas, dados populacionais, altitude e recursos econômicos.
Para chegar a Angelândia, o principal acesso se dá pela rodovia MG 721, a partir de Capelinha, em um percurso de 35 quilômetros. A distância da capital mineira, Belo Horizonte, é de 445 quilômetros.
A história de Angelândia remonta ao início do século XVIII, por volta do ano de 1700, quando os primeiros colonos e garimpeiros chegaram à área onde hoje se encontra a cidade. Contudo, a exploração de ouro e diamantes não prosperou como esperado. Muitos dos pioneiros optaram por permanecer, dedicando-se à agricultura e pecuária de subsistência, o que levou a região a ser informalmente conhecida como Arrependido.
Um capítulo importante dessa trajetória ocorreu no “Alto dos Bois”, uma área que hoje constitui uma Reserva Ecológica. Este local era uma rota vital para tropeiros e comitivas que transportavam a produção de ouro da região, sendo alvo frequente de saques por nativos e garimpeiros clandestinos. Diante dessa situação, em 1814, Dom João VI, então Rei de Portugal e residente no Brasil, ordenou a instalação de um quartel no Alto dos Bois. A guarnição era composta por 30 policiais, conhecidos como Dragões, com a missão de proteger o transporte e combater os saqueadores.
Com o passar dos anos, o Alto dos Bois transformou-se em um parque florestal, caracterizado por suas cachoeiras e um cemitério histórico. Este último guarda ossadas que, presume-se, pertencem em grande parte aos saqueadores da era do Quartel dos Dragões.
Já em 1930, um novo marco foi estabelecido quando Santos de Souza, proprietário da Fazenda Arrependido, doou terras para a construção de um cemitério e uma capela. Esta capela foi dedicada à sua santa de devoção, Nossa Senhora dos Anjos. Em torno dela, desenvolveu-se o povoado de Senhora dos Anjos, que, em 1978, foi elevado a distrito do município de Capelinha, recebendo o nome de Vila dos Anjos e impulsionado pelo desenvolvimento das lavouras de café.
Finalmente, em 21 de dezembro de 1995, o distrito de Vila dos Anjos alcançou sua emancipação, desmembrando-se de Capelinha e elevando-se à categoria de município. Recebeu o nome de Angelândia, uma clara alusão e derivação do termo “Cidade dos Anjos”.
Conforme dados atualizados em março de 2026, Angelândia possui uma população estimada em 7.718 habitantes, distribuídos por uma área territorial de 185,211 km². Situado a uma altitude de 800 metros na Mesorregião do Jequitinhonha, o município é banhado pelo rio Fanado e seus afluentes, todos integrantes da bacia do rio Jequitinhonha. Seus limites territoriais fazem divisa com os municípios de Setubinha, Malacacheta, Água Boa, Capelinha e Minas Novas.
A economia de Angelândia tem como pilares a agropecuária, o comércio e o setor de prestação de serviços, refletindo a vocação e o potencial de desenvolvimento regional.
Vídeo original por YouTube.
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