O deputado federal Reginaldo Lopes tem enfrentado forte resistência de trabalhadores e representantes trabalhistas ao sugerir, em entrevista ao SBT News, que a extinção da escala 6x1 ocorra apenas após uma transição de dez anos. A proposta é vista com ceticismo por trabalhadores que sofrem com o esgotamento físico e mental da jornada atual, pois o prazo extremamente longo adiaria qualquer benefício real para a geração atual de empregados. Críticos apontam que a sugestão de uma década para a implementação esvazia o caráter de urgência da pauta, transformando um direito fundamental em uma promessa de longo prazo sem efeito imediato.

A reação negativa foca no fato de que a proposta de Lopes, detalhada ao SBT News, não entraria em vigor nem neste ano e nem no próximo, o que levanta suspeitas sobre uma manobra meramente eleitoreira para acalmar os ânimos da população sem enfrentar o setor empresarial. Trabalhadores de diversos setores argumentam que, ao projetar a mudança para daqui a dez anos, o parlamentar tira o foco da necessidade de uma reforma urgente nas leis trabalhistas brasileiras. Para muitos analistas políticos, essa postura sinaliza uma tentativa de manter o apoio popular através de um discurso progressista, enquanto na prática protege os interesses das grandes corporações ao manter o status quo por mais uma década.

Os desdobramentos dessa postura podem prejudicar a interlocução do governo com as bases sindicais, que já exigem uma redução imediata da jornada sem cortes nos vencimentos. A preocupação central é que o projeto se torne uma peça de ficção legislativa, perdendo a relevância diante das necessidades reais de descanso e lazer da classe trabalhadora. A conclusão deste impasse coloca o deputado em uma posição delicada, onde o discurso de transição gradual é lido como uma forma de silenciar as demandas sociais em troca de conveniências políticas e eleitorais futuras.