A paralisação dos servidores públicos municipais de Timóteo chegou ao fim em um período de tempo notavelmente curto, encerrando-se em menos de 48 horas. A resolução do movimento grevista foi alcançada após a formalização de um entendimento entre a categoria profissional e a administração do município. A deliberação final que selou o acordo ocorreu durante uma assembleia, onde os trabalhadores analisaram e aprovaram uma das propostas apresentadas pelo Poder Executivo local, marcando o restabelecimento da normalidade das atividades.

As discussões que precederam o acerto demonstraram um avanço significativo nas últimas horas, refletindo uma maior aproximação entre as partes envolvidas. Esse cenário propiciou a construção de um consenso e, consequentemente, o término da greve. É importante ressaltar que o desfecho positivo sucedeu um período inicial de impasse, que se caracterizou pela rejeição, por parte da categoria, de uma proposta apresentada anteriormente.

Durante a mencionada assembleia, duas proposições foram submetidas pela administração aos servidores. Ambas as alternativas contemplavam a atualização da primeira faixa salarial, garantindo que o valor não fosse inferior ao salário mínimo vigente em nível nacional. Adicionalmente, uma recomposição salarial foi definida em 4,26%, percentual que abrange 3,81% referentes à inflação e 0,45% de ganho real. A pauta de discussões também abordou possíveis modificações no vale-alimentação, com a possibilidade de diferentes faixas de valores ou um reajuste linear, a depender da proposta aprovada.

O pacto estabelecido não se limita apenas às questões salariais imediatas, mas também delineia um cronograma claro para as progressões e promoções de carreira. Os pagamentos relacionados a essas movimentações estão programados para ocorrer entre os anos de 2026 e 2027. Especificamente, as progressões estão previstas para iniciar a partir de março de 2026, com promoções adicionais ao longo do mesmo ano. Para os servidores que são regidos pela Lei nº 1.160/90, os pagamentos correspondentes devem ser efetuados entre março e maio de 2027, garantindo a valorização profissional em longo prazo.

Além dos pontos gerais, o acordo inclui a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional da Educação, com um reajuste retroativo de 5,4% a partir de janeiro de 2026. A iniciativa prevê ainda a criação de uma comissão de trabalho conjunta, encarregada da revisão do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério. Com a formalização e aprovação deste entendimento, os servidores têm a diretriz de retomar suas atividades laborais normalmente, enquanto os pormenores dos termos acordados serão devidamente formalizados por meio de projetos de lei, a serem encaminhados nos próximos dias.