A história de Carbonita, no interior de Minas Gerais, é um relato fascinante que remonta ao ano de 1750. Foi nessa época que as primeiras expedições dos bandeirantes se aventuraram pela região, impulsionadas pela busca incessante da riqueza mineral que o subsolo prometia.

O povoado, em suas origens, pertencia ao município de Minas Novas e recebeu o nome de Barreiras. Essa denominação foi uma homenagem ao fazendeiro Manoel Barreiros, figura central que, em um gesto de generosidade, doou partes de suas terras para viabilizar a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, marcando um dos primeiros passos para a formação da comunidade.

A trajetória administrativa de Barreiras prosseguiu com significativas transformações. Em 24 de setembro de 1862, a localidade foi elevada à categoria de Distrito, passando a integrar o município de Itamarandiba. Décadas mais tarde, em 31 de dezembro de 1943, o Distrito de Barreiras adotou uma nova denominação, ganhando o nome definitivo de Carbonita, um marco em sua identidade.

O caminho para a autonomia municipal foi concretizado em 3 de março de 1963, quando o então distrito alcançou sua emancipação, tornando-se a cidade de Carbonita. A etimologia do vocábulo que dá nome ao município revela uma profunda conexão com suas características geológicas. Derivada do termo francês "Charbon", que significa carvão, e do tupi-guarani "Ita", que designa pedra, a fusão das palavras aponta para a expressiva quantidade de carvão de pedra existente no subsolo local.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes e nuances dessa rica história, uma referência essencial é o livro "Carbonita - De ontem para hoje", de autoria de Benedito Lemos de Oliveira. A obra documenta fatos importantes, acontecimentos marcantes e curiosidades que delinearam a evolução do município ao longo de muitas décadas, oferecendo um panorama completo de sua herança cultural e social.

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