Na manhã desta segunda-feira, 27 de maio, a Prefeitura de Ipatinga se tornou o ponto central de uma significativa mobilização. Conforme previamente anunciado, servidores municipais deram início a um movimento de greve, reunindo-se na rotatória localizada entre as Avenidas Carlos Chagas e Simon Bolívar, bem em frente ao prédio da administração, no bairro Cidade Nobre.

A decisão pela interrupção das atividades foi tomada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi) diante da percepção de estagnação nas negociações com o Executivo. A entidade sindical aponta a ausência de progressos significativos em pautas cruciais, especialmente no que tange à recomposição salarial e a outras reivindicações apresentadas pela categoria.

O Sintserpi informou que a paralisação se dará de forma pacífica e em conformidade com os trâmites legais, assegurando a manutenção de um percentual mínimo de 30% do efetivo em serviço. Essa medida visa garantir a continuidade dos atendimentos de urgência e de outros serviços considerados essenciais à população. Entre as principais queixas da categoria estão atrasos recorrentes no pagamento de profissionais médicos, condições de trabalho consideradas precárias em unidades públicas, e denúncias de assédio moral no ambiente profissional.

Além disso, a lista de reivindicações abrange atrasos no pagamento de férias e de horas extras, além de rescisões contratuais em aberto desde junho de 2025. Os servidores também contestam a falta de implementação de uma proposta anterior, apresentada pela própria prefeitura, para cargos administrativos, e o pagamento apenas parcial do incentivo financeiro destinado aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Há ainda a crítica ao aumento nos afastamentos por adoecimento, atribuídos à sobrecarga e às condições adversas de trabalho, e a ausência de uma proposta alternativa para cargos administrativos. O sindicato enfatiza que o Incentivo Financeiro Adicional (IFA), destinado a agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde, não estaria sendo pago em conformidade com a legislação municipal, e que os índices de reajuste salarial propostos não compensam as perdas acumuladas.

Em resposta à mobilização, o governo municipal, em nota divulgada na última sexta-feira, 24 de maio, declarou que estava analisando os pontos apresentados pelo sindicato “com atenção e senso de urgência”. A administração garantiu que equipes técnicas avaliam as medidas cabíveis, dentro dos limites legais e orçamentários, buscando alternativas que possam atender às demandas sem comprometer a continuidade dos serviços essenciais prestados. O Executivo reafirmou seu compromisso com um diálogo transparente e responsável, visando construir soluções que garantam o bom funcionamento da administração pública e a adequação legal de todos os atos.