A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou uma investigação detalhada após a descoberta de um corpo decapitado nesta quarta-feira, dia 29, em uma área verde no bairro Barreiro, em Belo Horizonte. A vítima, que registros preliminares indicam ser uma jovem de 23 anos, foi prontamente submetida a um exame papiloscópico. As autoridades aguardam agora a finalização de exames antropológicos para confirmar oficialmente a identidade e avançar nas apurações.

Fontes ligadas à investigação apontam que um dos exames preliminares sugere que o corpo pertence a Kethlen Moreira Soares, uma mulher de 23 anos que estava desaparecida desde o dia 3 de abril. Contudo, a confirmação oficial dessa identificação permanece dependente dos resultados completos do exame antropológico, que ainda se encontra em fase de conclusão.

A trágica descoberta foi feita por funcionários que realizavam serviços de roçagem no Parque Ecológico Roberto Burle Marx, localizado no bairro Flávio Marques Lisboa. O corpo apresentava um avançado estado de decomposição e estava sem a cabeça e sem órgãos internos. A cabeça foi encontrada a uma distância de aproximadamente cinco metros do restante do corpo, evidenciando a brutalidade do crime.

Ainda no local da descoberta, antes da conclusão da perícia técnica, familiares de Kethlen já haviam apontado para uma forte semelhança em uma tatuagem encontrada em uma das pernas da vítima. Este detalhe é considerado um indício significativo, visto que a tatuagem é idêntica à que a jovem desaparecida possuía na mesma região do corpo.

Kethlen Moreira Soares é mãe de duas crianças, de 4 e 6 anos. Até o presente momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre a motivação que levou a este crime hediondo, tampouco sobre a autoria. As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias e identificar os responsáveis pela barbárie.