O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, na noite de quarta-feira (29), uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada, em Brasília, com os líderes do governo no Congresso. O encontro, que também contou com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, ocorreu horas após a rejeição do nome de Messias pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, foi palco das discussões sobre os próximos passos do governo.

Durante a deliberação, integrantes da administração federal propuseram uma resposta contundente a Davi Alcolumbre. A sugestão que ganhou força foi a exoneração de aliados do presidente do Senado que atualmente ocupam posições estratégicas no Poder Executivo. A iniciativa visa demonstrar insatisfação com a articulação que levou à derrota do nome de Messias.

As primeiras exonerações são aguardadas já para esta quinta-feira (30), conforme aponta um ministro próximo ao presidente. Alcolumbre detém considerável influência em diversos cargos comissionados, tanto em estatais quanto em autarquias federais. Ele é amplamente apontado como o principal articulador por trás da rejeição do nome do advogado-geral da União.

Desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, que ocorreu em outubro de 2025, o presidente do Senado tem defendido abertamente o nome de Rodrigo Pacheco para a Suprema Corte. Contudo, o presidente Lula não demonstrou disposição em abrir mão da prerrogativa da indicação, que seria a terceira em seu atual mandato, priorizando um nome de sua própria confiança.

A relação entre o governo e Davi Alcolumbre é considerada rompida, segundo informações apuradas. Entre os membros do governo, cresce o desejo de que o próprio presidente da República se engaje ativamente para derrotar candidatos aliados do senador amapaense em seu estado natal, Amapá, nas próximas eleições, marcando um novo capítulo na dinâmica política entre o Executivo e o Legislativo.