Uma mulher de 44 anos, anteriormente vinculada à Secretaria de Trânsito de Santa Luzia, em Minas Gerais, foi detida nesta quarta-feira, 29 de abril. Ela se encontra sob investigação por supostamente chefiar um complexo esquema criminoso. As autoridades apuram o desvio de uma quantia significativa, estimada em R$ 1,3 milhão, através da anulação indevida de mais de 4.400 multas de trânsito, práticas que teriam se iniciado em 2023.

O modus operandi da fraude, conforme detalhado pelas investigações, envolvia o uso de credenciais de acesso ao sistema oficial por parte da ex-funcionária, permitindo a exclusão das infrações. Paralelamente, seu filho atuava na divulgação do esquema, oferecendo descontos de 50% sobre os valores oficiais das multas a motoristas autuados, utilizando-se de plataformas de redes sociais para alcançar os envolvidos.

Durante a fase de execução da operação, que culminou na prisão da suspeita, as equipes de investigação efetuaram a apreensão de diversos bens. Entre os itens confiscados, destacam-se veículos de luxo, um montante considerável de joias e dinheiro em espécie, que seriam frutos da atividade ilícita e indicativos do alto padrão de vida proporcionado pelo esquema fraudulento.

Adicionalmente às acusações relacionadas ao trânsito, as apurações revelaram que a mulher estava envolvida na comercialização ilegal de medicamentos de origem estrangeira destinados ao emagrecimento. A investigada supostamente fracionava essas substâncias em seringas, sem possuir qualquer qualificação na área da saúde ou o necessário registro sanitário, o que configura uma grave infração à legislação sanitária.

Foi justamente essa última atividade que levou à sua prisão em flagrante. A situação de flagrância reforça a complexidade das infrações atribuídas à ex-servidora de Santa Luzia, que agora enfrenta acusações que abrangem desde a corrupção e desvio de verbas públicas até a prática de crimes contra a saúde pública, com um impacto financeiro e social considerável na região.