Nesta quinta-feira, dia 18 de junho, a Polícia Federal deu prosseguimento à Operação Rejeito/Contrassabotagem, realizando a sua segunda etapa. O foco desta iniciativa reside na apuração do monitoramento sistemático de um magistrado federal e das tentativas de coletar informações confidenciais, utilizando-se tanto de vigilância física quanto de dispositivos rastreadores.

No mesmo dia 18 de junho, a operação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nas cidades de Belo Horizonte e Ibirité. Além disso, o coletivo sob investigação é apontado como responsável pelo planejamento de blitzes fraudulentas e pelo acesso indevido a sistemas pertencentes a instituições de segurança pública.

As apurações desenvolvidas revelam a atuação de uma organização criminosa que teria contratado serviços de espionagem. Essa rede de vigilância clandestina visava não apenas autoridades, mas também cidadãos comuns, com o objetivo principal de interferir e manipular o curso de processos no sistema judiciário.

Os crimes imputados, que incluem embaraço à investigação e violação de sigilo, preveem sanções penais severas. A legislação indica que as penas aplicáveis para tais delitos podem exceder a marca dos dezesseis anos de reclusão, refletindo a gravidade das condutas investigadas pela Polícia Federal.