Nesta segunda-feira, dia 11 de maio, um pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão manifestou sua reação a vídeos que circulam nas redes sociais. As gravações mostram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro engajados na promoção de produtos da marca Ypê. Essa mobilização ganhou força após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter ordenado o recolhimento de lotes específicos da empresa, citando falhas em sua fabricação.

Renan Santos, identificado como o pré-candidato em questão, não hesitou em classificar tal comportamento como "ridiculamente retardada". Ele ainda declarou que permitir que o grupo em questão assuma a liderança do país seria um grave equívoco. Paralelamente, em diversas plataformas de mídia social, apoiadores foram flagrados utilizando detergente como se fosse shampoo e até mesmo simulando a ingestão do artigo, numa clara demonstração de descontentamento com a deliberação do órgão de vigilância sanitária.

A decisão da Anvisa, emitida previamente no dia 7, estabeleceu o recolhimento preventivo de certas partidas de produtos. Em particular, foram alvo os lotes com numeração final 1, fabricados na localidade de Amparo, em São Paulo. O propósito essencial dessa intervenção regulatória é prevenir possíveis riscos associados à contaminação bacteriana, garantindo a segurança dos consumidores.

Em contrapartida, apoiadores da marca Ypê e do ex-presidente têm veiculado, sem apresentar qualquer prova concreta, a alegação de que a rigorosa fiscalização seria, na verdade, uma tática de perseguição política. Essa percepção é embasada, por parte desses grupos, no histórico de apoio da empresa a Jair Bolsonaro durante o pleito de 2022.