Em 27 de maio de 2026, um tema de grande relevância para a pecuária nacional foi objeto de um esclarecimento técnico que reverberou entre produtores de regiões serranas. Naquela ocasião, uma antiga crença popular sobre a qualidade da carne produzida em áreas de relevo acidentado foi confrontada com a realidade científica, trazendo um significativo alívio para o setor.

A questão que motivou essa desmistificação partiu de Leonardo Rei, um dentista que se preparava para assumir a gestão da fazenda de sua família em Espírito Santo do Dourado, Minas Gerais. Com uma propriedade de 145 hectares, caracterizada por solo misto e uma topografia bastante montanhosa, Rei tinha a pretensão de produzir carne de alta qualidade. Sua dúvida era se a pecuária em áreas declivosas ou de morro poderia forçar excessivamente a musculatura do gado, comprometendo a maciez do produto final.

A resposta veio através do zootecnista Josmar Almeida, representante da Gerente de Pasto, que abordou a questão com base em dados técnicos. O especialista foi categórico ao dissipar os receios do pecuarista e de muitos outros que atuam em condições geográficas semelhantes, separando o que era mito do que a ciência realmente demonstra sobre a qualidade da carne bovina.

A elucidação proporcionada por Almeida representou um alívio substancial para a comunidade pecuarista que opera em relevos acidentados. A confirmação de que o esforço físico em morros ou declives não impacta negativamente a maciez da carne reafirmou o potencial de produção de alta qualidade, independentemente das características do terreno onde o gado é criado.

Vídeo original por Giro do Boi.