Senador Flávio Bolsonaro Pede Suspeição de Alexandre de Moraes em Processos do Banco Master no STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito em ações que envolvam o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar requer que as petições já direcionadas a Moraes sejam remetidas ao ministro André Mendonça, atual relator do caso Master na Suprema Corte. O documento foi registrado na última segunda-feira, 1º de junho de 2026, e a análise caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Na petição, os advogados de Flávio Bolsonaro apontam para uma possível relação entre o ministro Moraes e Daniel Vorcaro. A defesa menciona supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Conforme documentos fiscais que foram encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões da instituição financeira por serviços jurídicos prestados.
A solicitação do senador Flávio Bolsonaro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes pedir um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a possível inclusão de Flávio em um inquérito que tem como alvo seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça, em um contexto ligado ao julgamento da "trama golpista", no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
O despacho de Moraes que suscitou a ação de Flávio Bolsonaro atendeu a um pedido feito pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Lindbergh solicitou a investigação de Flávio após a divulgação de informações por um site, indicando que o senador teria solicitado a Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para financiar o filme "Dark Horse", inspirado na trajetória de seu pai. Desse montante, aproximadamente R$ 61 milhões teriam sido pagos e enviados a um fundo associado a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Há suspeitas de que esse dinheiro tenha sido utilizado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.
Na petição, o senador Flávio Bolsonaro expressa que "esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro". Além disso, Flávio requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito sob relatoria de Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída "por prevenção" ao ministro André Mendonça, que foi indicado ao STF pelo então presidente Bolsonaro.
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