Sete das vinte e uma legendas políticas com assento no Congresso Nacional atenderam à solicitação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para esclarecer possíveis interferências na alocação de emendas parlamentares. A medida do ministro surgiu após declarações que levantaram dúvidas sobre a autonomia na destinação desses recursos, que por prerrogativa, deveriam ser indicados pelos parlamentares em exercício.

Em 15 de julho, a exigência de manifestação por parte das siglas políticas foi oficializada pelo ministro Flávio Dino. Essa decisão foi motivada por uma entrevista concedida pelo presidente do Partido Liberal (PL) e ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, na qual ele afirmou que lideranças partidárias exercem influência direta na indicação de emendas. Como relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, o ministro investiga suspeitas de direcionamento de ao menos 21 emendas parlamentares que seriam destinadas pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

O período de dez dias úteis concedido pelo ministro para os esclarecimentos tem seu término previsto para 14 de agosto. Esse prazo leva em conta a suspensão de contagens processuais ocorrida entre 2 e 31 de julho, com a retomada da contagem iniciando-se apenas em 3 de agosto, o primeiro dia útil subsequente. Valdemar Costa Neto, do PL, esteve entre os primeiros a fornecer os dados ao Supremo Tribunal Federal. Conforme declaração de Flávio Dino, todas as informações recebidas dos dirigentes partidários serão remetidas à Polícia Federal, integrando as investigações da Operação Transparência, focada na apuração de possíveis desvios de emendas.

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