O Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, que a quantia de mais de R$ 5,12 bilhões ainda permanece sem resgate em diversas instituições financeiras do Brasil. Uma parcela significativa desse montante, R$ 3,76 bilhões, pertence a aproximadamente 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está vinculado a cerca de 2 milhões de pessoas jurídicas, conforme dados do Sistema Valores a Receber (SVR).

Até o momento, dos mais de R$ 20,93 bilhões que haviam sido esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições, um total de R$ 15,81 bilhões já foi devolvido aos seus legítimos proprietários. Desse valor, R$ 11,65 bilhões retornaram para 38,73 milhões de pessoas físicas, e R$ 4,15 bilhões foram resgatados por 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

Nos últimos meses, o movimento de resgate tem sido constante. Em junho, foram sacados R$ 340 milhões em valores esquecidos. No mês anterior, maio, o total devolvido foi de R$ 427 milhões, um pouco menos do que os R$ 483 milhões registrados em abril. A maior parte dos beneficiários tem quantias menores a receber: cerca de 18,5 milhões de pessoas, o que representa aproximadamente 70% do total, têm valores de até R$ 10. Outros 4,96 milhões de usuários possuem entre R$ 10,01 e R$ 100, correspondendo a 18,73% do total. Aproximadamente 3 milhões de brasileiros têm valores acima de R$ 100.

O Sistema Valores a Receber (SVR) é uma iniciativa do Banco Central que permite a cidadãos e empresas verificarem se possuem dinheiro esquecido em instituições financeiras, consórcios, corretoras ou financeiras. A consulta é simplificada e não exige login inicial; basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento, ou o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e data de abertura da empresa, inclusive para CNPJs já baixados. Em caso positivo, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas, para prosseguir.

O dinheiro pode ser resgatado de três maneiras: solicitando diretamente à instituição onde o valor está, requerendo-o por meio do próprio Sistema Valores a Receber, ou optando pelo resgate automático, quando disponível. Os valores esquecidos podem ter diversas origens, incluindo contas-correntes ou poupanças encerradas, cotas de capital e sobras de cooperativas de crédito, recursos não procurados de grupos de consórcio finalizados, tarifas ou parcelas de crédito cobradas indevidamente, contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas, e contas de registro de corretoras ou distribuidoras também encerradas, entre outros recursos.

O Portal Minas mantém um canal aberto com a comunidade através do Instagram. Se você consultou e encontrou valores, compartilhe sua experiência conosco ou tire dúvidas. Sugestões de pauta sobre serviços públicos ou informações de utilidade para o cidadão também podem ser enviadas pelo direct do Instagram @rogeriodoportalminas. Sua participação fortalece o jornalismo local e ajuda a levar informação relevante a todos.