Em 4 de maio de 2026, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), posicionou-se firmemente sobre a questão dos benefícios previdenciários no Brasil. Zema afirmou que o cenário econômico nacional impede a concessão de reajustes para aposentados que superem a taxa inflacionária, argumentando que as finanças públicas não suportariam ganhos reais nos benefícios.

A declaração foi proferida durante uma participação em um programa televisivo no domingo, 3 de maio, onde Zema foi questionado acerca do impacto do sistema previdenciário nas contas do país e sobre possíveis propostas de alteração. Na ocasião, o político foi enfático: "Não podemos estar dando (sic) ganhos reais, de forma alguma, para quem está aposentado, na minha opinião é algo que o Brasil hoje não comporta", disse ele, reforçando sua visão sobre a inviabilidade financeira.

Ao abordar sugestões para uma reforma, o ex-governador defendeu a necessidade de estender o período de contribuição dos trabalhadores. Ele rememorou um modelo discutido durante a reforma de 2019, que previa ajustes automáticos nos benefícios baseados na expectativa de vida da população. Para Zema, "Nós vamos precisar sim aumentar o tempo de contribuição, é fundamental".

Em relação à indexação das aposentadorias ao salário mínimo, Zema manifestou a intenção de manter essa vinculação. Contudo, ele propôs que a correção se limitasse estritamente à inflação, sem incluir ganhos reais. Esta diretriz, segundo o pré-candidato, seria aplicada tanto ao salário mínimo quanto aos proventos dos aposentados, garantindo que "Salário mínimo e aposentadoria serão todos reajustados pela inflação, ninguém vai perder nada".

Para o salário mínimo, Romeu Zema argumentou que quaisquer aumentos reais deveriam ser ditados pelo próprio mercado. "O ganho real do salário mínimo o mercado define", pontuou. A proposta ainda incluiu a possibilidade de implementação de pisos salariais regionalizados. Apesar das ressalvas sobre os reajustes, o pré-candidato fez questão de reiterar que "Mas o aposentado merece todo o respeito".