O ex-governador de Minas Gerais e pré candidato a presidente, Romeu Zema, manifestou apoio à flexibilização das leis trabalhistas para crianças e adolescentes no Brasil.

Em recentes declarações que geraram forte repercussão em todo o país, o governador Romeu Zema voltou a defender a revisão das leis que limitam essa modalidade de trabalho. O político utilizou participações em programas de entrevista para argumentar que a proibição rigorosa impede que crianças e adolescentes desenvolvam disciplina e senso de responsabilidade desde cedo. Para o gestor, o modelo brasileiro atual é excessivamente burocrático e impede que famílias em situação de vulnerabilidade busquem no trabalho dos filhos uma forma de complemento de renda e formação profissional antecipada.

A postura do governador ganhou um novo contorno político ao ser apresentada como um contraponto direto ao debate nacional sobre o fim da escala de trabalho seis por um. Zema sinalizou que a prioridade da agenda econômica deveria ser a desburocratização do acesso ao mercado para jovens e não a redução da carga horária para quem já está empregado. Segundo o líder do executivo, propostas que visam diminuir a jornada de trabalho podem prejudicar a produtividade das empresas no estado, enquanto a permissão para o trabalho precoce sob novas regras seria um motor de inclusão social e preparação para o futuro.

Recentemente Zema fez críticas ao fim da escala 6x1 afirmando que é um remédio "incorreto" e "populista".

Críticos e especialistas em direito do trabalho reagiram negativamente às falas, apontando que a proposta pode representar um retrocesso histórico no combate à exploração infantil. Entidades de proteção à infância reforçaram que o foco das políticas públicas deveria ser a ampliação de escolas em tempo integral e programas de aprendizagem profissional que já possuem previsão legal, em vez de incentivar a entrada prematura no mercado laboral. A oposição parlamentar também questionou a tentativa de contrapor o trabalho de menores à discussão sobre a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores adultos que buscam folgas mais flexíveis.

A articulação política em torno deste tema sinaliza uma estratégia para consolidar uma agenda liberal voltada para o cenário nacional. No entanto, o debate permanece polarizado entre os que defendem a liberdade econômica de ocupação e os que lutam pela manutenção integral do Estatuto da Criança e do Adolescente no estado. Os dados estão sendo acompanhados pela nossa equipe e a matéria será atualizada assim que novas informações forem confirmadas.