Um casal compareceu à Polícia Militar em Joanesia na terça-feira, dia 5, para registrar um incidente de estelionato. Os indivíduos responsáveis pelo crime se apresentaram como advogados e conseguiram subtrair uma quantia considerável, resultando em uma perda financeira total de R$ 8 mil para as vítimas. O episódio destaca a crescente sofisticação dos golpes que exploram a confiança e a desinformação, mirando cidadãos com processos legais em andamento.

A situação teve início quando o homem, que possui um processo judicial em curso contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), recebeu uma ligação telefônica. No dia anterior ao registro da ocorrência, um número com DDD 31 entrou em contato, e o interlocutor se identificou como "Rodrigo". O suposto advogado informou que a ação legal havia sido julgada procedente e que a vítima teria direito a receber R$ 80 mil.

Em meio à conversa, o indivíduo solicitou os dados bancários do casal, alegando que seriam necessários para efetivar a transferência do valor prometido. Naquela mesma terça-feira, o homem não conseguiu acessar seu aplicativo bancário pessoal e, portanto, forneceu as informações da conta de sua esposa, uma mulher de 53 anos. Este foi o passo crucial que permitiu a ação dos estelionatários ao terem acesso direto às informações financeiras.

Posteriormente, em um novo contato telefônico, o golpista orientou a vítima a realizar determinados procedimentos em seu aparelho celular. Logo em seguida, o casal notou movimentações financeiras não autorizadas na conta da mulher. Foram identificadas três transferências via Pix, originadas de uma conta vinculada a uma plataforma digital de pagamentos, sendo duas no valor de R$ 2.500 e uma de R$ 2 mil, totalizando R$ 7 mil em prejuízo inicial.

Para agravar a situação, foi constatada ainda a retirada de mais R$ 1 mil de uma conta em outro banco, elevando o montante total do estelionato para R$ 8 mil. As informações indicam que os valores desviados foram direcionados para uma pessoa identificada como Augusto Delfino Alves. A suspeita de fraude se consolidou quando a vítima tentou realizar uma pequena transferência de R$ 100 entre suas próprias contas e percebeu que a operação não era possível devido à movimentação irregular.